[Conto] Sacanagem às 3h da madruga – J. H. Medeiros

 [Conto] Sacanagem às 3h da madruga – J. H. Medeiros

Às exatas 3h da manhã, não conseguia fazer nada. Trabalhar, bordar, comer ou dormir. O frio a deixava maluca, ainda mais quando a insônia vinha junto. Naquele clima gostoso, só conseguia pensar em coisas gostosas. Então, decidiu surpreendê-lo.
— Caramba, Ma! Você é muito gostosa. — A admirou com aquela calcinha minúscula.
— Quer mais, Paulo?
— Não brinca assim comigo… Olha só como você me deixa!
— Exagerado… — Sorriu, gostando do jogo que estava se formando e da ereção dele.
— Tô doido pra te provar, sabia? Cada centímetro desse teu corpo gostoso.
— É? Então vem.
— Nossa! — Ele riu, pensando nas inúmeras maneiras de usar a boca no corpo dela. — Você quer me matar! Olha a hora…
— Eu quero é outra coisa… — Falou.— …Algo bem gostoso. E tô repleta de ideias.
— Me conta, fala baixinho pra mim…
— Primeiro, eu te beijaria bem devagar. Esfregando bem gostoso em você, a ponto de você explodir.
— Continua…
— Depois, descer com a boca pelo teu queixo, morder devagarinho, descer com os lábios roçando pelo teu pescoço. Sussurrar no teu ouvido que eu tô doida para foder bem gostoso.
— E… ?
— E ir descendo ainda mais, até te ter todinho na minha boca. Te chupar bem gostoso.
— Caralho! Vem logo pra cá.
— Eu tô pegando fogo. — Falou, tirando a calcinha com rapidez, tocando as pontas dos dedos naquela umidade gostosa, quente. Ele já estava pelado, se tocando tão lentamente quanto a fala mansa dela. — Olha só como você me deixa.
— Eu vou te foder todinha, sabia?
— De quatro? Do jeito que você sabe que eu amo?
— Sim, de quatro. Bem rápido, com força…
— Vai bater na minha bunda? — Ela gemeu baixinho, enquanto os dedos faziam o serviço.
— Claro! Pra ficar vermelho, do jeito que você gosta.
— Se continuar assim, eu vou gozar, Paulo.
— E puxar teus cabelos, te chamar de safada.
Os dois aumentaram os movimentos, conforme foram se provocando. Até que atingiram o ápice, ele mais rápido do que ela. Mas os dois ficaram extasiados e felizes na mesma proporção.
— Você vai me pagar, viu?
— Não provoca, Paulo! Se não eu vou querer mais.
— Meu deus, mulher! Que fogo é esse?
— Tu já me conhece, então para.
— Vou ficar quieto, mas saiba que vai me pagar! Isso não se faz, ainda mais às 3h da madrugada, Marcela.
— Vai dizer que achou ruim?
— Claro que não! — Ele riu achando graça da pergunta idiota. — Mas é melhor irmos dormir. Boa noite, amor. Te amo, safada.
— Boa noite, meu bem. Te amo, gostoso.
Fim da chamada de vídeo. 

Utopia

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